Ler Pra Quê?

5 NOMES IMPORTANTES DA LITERATURA SULISTA

A literatura ganhou força no Rio Grande do Sul somente na metade do século XIX, quando os movimentos culturais começaram a surgir em função da criação da imprensa literária no estado e  também de seu primeiro jornal. 

Mas foi durante a Revolução Farroupilha que o Rio Grande do Sul passou a expandir o acesso a essas produções. Na época, a literatura era restrita apenas aos mais abastados, e o surgimento do jornal com espaços para textos de escritores gaúchos passou a democratizar esse conhecimento, o que facilitou o acesso às produções literárias dos artistas locais.

Com o objetivo de preservar o patrimônio cultural do nosso estado e estimular as atividades culturais, sociais e históricas, alguns escritores gaúchos fundaram a Associação Gaúcha dos Escritores, em uma assembleia Geral que foi realizada no dia 18 de novembro de 1981.

 

Nestes quase 40 anos de história, a associação foi responsável por promover inúmeros encontros, seminários e eventos de valorização do livro, da cultura e dos autores gaúchos.

Por isso, selecionamos 5 grandes nomes da literatura gaúcha para você conhecer um pouquinho mais.

Sandra Jatahy Pesavento

Sandra nasceu em 22 de fevereiro de 1946, em Porto Alegre. Ela foi professora, historiadora, escritora e grande intelectual brasileira. Como professora da UFRGS, trabalhou com uma visão de história econômica e formação de classe no Rio Grande do Sul, de vertente marxista. 

Seu principal trabalho é o livro intitulado “A Revolução Farroupilha”, no qual ela descreve e desmente, várias crenças à respeito do que aconteceu em 20 de setembro de 1835.

Sandra faleceu precocemente, aos 63 anos. Como legado, deixou uma obra composta por 29 livros, 22 capítulos/ensaios em livros nacionais, 3 capítulos/ensaios em livros estrangeiros, 54 artigos em periódicos científicos nacionais, 13 artigos em periódicos científicos estrangeiros, 17 publicações em anais de congressos.

A autora Sandra Jatahy Pesavento.

Simões Lopes Neto

João Simões Lopes Neto nasceu em 9 de março de 1865, em Pelotas. Ele é considerado o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul, pois, em sua produção literária, valorizou a história do gaúcho e suas tradições.

Infelizmente, ele só alcançou a glória literária após sua morte, logo após o lançamento da edição crítica de Contos Gauchescos e Lendas do Sul, em 1949, organizada para a Editora Globo, por Augusto Meyer e com o decisivo apoio do editor Henrique Bertaso e de Érico Veríssimo.

Ele faleceu em junho de 1916 e deixou um grande legado para a literatura gaúcha. Sua obra é composta por “Cancioneiro Guasca” (1910), “Contos Gauchescos” (1912), “Lendas do Sul” (1913) e “Casos do Romualdo” (1914).

 
Escritor Simões Lopes Neto.

Josué Guimarães

Josué Marques Guimarães nasceu em 7 de janeiro de 1921 em São Jerônimo. A longo de sua vida, desempenhou mais de dez profissões, como repórter, redator, redator-chefe, cronista, comentarista, diagramador e ilustrador.

Ele trabalhou para a Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, e em jornais gaúchos como Zero Hora e Correio do Povo. Cobriu a Revolução dos Cravos, em Portugal, e as consequentes independências, na África. Foi consagrado através de suas crônicas de cunho político, sempre muito críticas e irônicas.

Faleceu em 23 de março de 1986. Sua obra é composta de 26 livros, sendo muito reconhecido através do título “A ferro e fogo“, no qual aborda a participação dos alemães na formação do Rio Grande do Sul.

Escritor Josué Guimarães.

Érico Veríssimo

Ele nasceu em 17 de dezembro de 1905, na cidade de Cruz Alta. Desde sua infância era um ávido leitor,  e leu diversos clássicos brasileiros como: Aluísio de Azevedo, Joaquim Manoel de Macedo, Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Coelho Neto, Oswald de Andrade e Mario de Andrade.

Foi um escritor premiado, recebeu o “Prêmio Machado de Assis” (1954), concedido pela Academia Brasileira de Letras, e o Prêmio Jabuti”, em 1965, pelo romance “O senhor embaixador”.

Érico faleceu no dia 29 de novembro de 1975, aos 69 anos, em Porto Alegre, vítima de infarto. Mas deixou um vasto legado através de suas obras que abrangem contos, romances, novelas, ensaios, literatura infanto-juvenil, biografias, autobiografias e traduções.

  • Fantoches (1932);
  • Clarissa (1933);
  • A vida de Joana d’Arc (1935);
  • Música ao Longe (1935);
  • As aventuras do avião vermelho (1936);
  • Um lugar ao sol (1936);
  • Olhai os Lírios do Campo (1938);
  • O urso com música na barriga (1938);
  • Saga (1940);
  • Gato Preto em Campo de Neve (1941);
  • As Mãos de Meu Filho (1942);
  • O Resto é Silencio (1943);
  • A Volta do Gato Preto (1946);
  • O Tempo e o Vento – 3 volumes (Vol. I “O continente” (1948), Vol. II “O retrato” (1951) e Vol. III “O arquipélago” (1961));
  • Noite (1954);
  • Gente e Bichos (1956);
  • O Escritor Diante do Espelho (1956);
  • O Senhor Embaixador (1965);
  • O Prisioneiro (1967);
  • Incidente em Antares (1971).
Escritor Érico Veríssimo.

Letícia Wierzchowski

Ela nasceu em 4 de junho de 1972, em Porto Alegre.  É escritora brasileira e roteirista, mais conhecida como a autora do romance A Casa das Sete Mulheres.

O grande sucesso literário através deste romance se deu através da adaptação pela Rede Globo numa minissérie que foi ao ar em 2003 e reexibida em 2006. 

Mesmo com outros projetos literários, os editores insistiram para que ela escrevesse a continuação da saga das sete mulheres gaúchas durante a Revolução Farroupilha, ao qual ela acabou recusando no começo.

E o fruto disso se deu ao lançar Um farol no pampa, em que retoma a vida dos personagens da A casa das sete mulheres. Em 2017 a escritora encerrou a trilogia da A casa das sete mulheres com o romance Travessia: a história de amor de Anita e Giuseppe Garibaldi.

A escritora Letícia Wierzchowski.

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Eu fico por aqui,

mil beijos literários e até a próxima!

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