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O MÁGICO DE OZ – RESENHA

É dia de viajarmos até a cidade das Esmeraldas e descobrir quais são as diferenças e até as semelhanças entre o livro e a adaptação de O mágico de Oz. 

Então, prepare a sua coragem, o seu cérebro e o seu coração, e vamos seguir pela estrada de tijolos amarelos!

A AVENTURA

A orfã Dorothy Gale, vive no Kansas com seu tio, tia e um cachorro chamado totó. Num dia qualquer, a casa é atingida por um ciclone, enquanto seus tios conseguem se refugiar no porão, a Dorothy fica dentro de casa por conta do totó que havia fugido. Enquanto espera o ciclone passar, ela adormece em sua cama. Quando ela acorda, percebe que o ciclone levou sua casa para um lugar chamado OZ.

No livro, Oz é um reino governado por um monarca e dividido em quatro regiões: Quadiling ao sul, Munchkin ao leste, Winkie ao oeste e Gillikin ao norte. No centro está a Cidade das Esmeraldas, capital do Reino que é ligada aos quadrantes pela Estrada dos Tijolos Amarelos. 

Quando Dorothy chega a Oz, sua casa aterrissa em cima da Bruxa Má do Leste. Os moradores das terras do Leste ficam aliviados e felizes por Dorothy derrotar a Bruxa Má do Leste (mesmo que ela não tenha tido a intenção), e a presenteiam com os sapatinhos de PRATA da bruxa má (essa é a grande diferença com relação a adaptação do filme onde o famoso sapatinho é vermelho).

Dorothy recebe a visita de Glinda, a Bruxa Boa do Norte, que lhe concede um desejo por ter vencido a Bruxa Má do Leste, mas Dorothy só quer voltar para casa, então Glinda diz que ela deve procurar por OZ na cidade das esmeraldas para obter ajuda, então, Dorothy segue através do caminho de tijolos amarelos rumo a cidade das esmeraldas. 

No caminho, Dorothy conhece seus 3 futuros companheiros de viagem: O Espantalho, O Homem de Lata e o Leão. Até a chegada na cidade das esmeraldas onde mora OZ, muitas aventuras se desenrolam e passamos a conhecer os companheiros de viagem de Dorothy, e o que cada um deseja pedir a OZ.

Livro O Mágico de Oz.

LIVRO X FILME

Como em toda adaptação cinematográfica, sempre há mudanças. Não seria diferente se tratando desse livro mágico, é claro. Além dos sapatinhos vermelhos, que na verdade eram PRATEADOS, há outras coisas que você precisa saber.

No filme, a cidade é logo ali e não há tantos problemas. Desde o princípio, a Bruxa Má do Oeste é a antagonista e a responsável pelos obstáculos do caminho. O início é ampliado, conhecemos um pouco da vida de Dorothy e das pessoas com quem convive. 

No livro, o autor fala diversas vezes como ao redor de Dorothy tudo é sem cor: a pradaria, a casa, a tia Em, o tio Henry, todos são cinzentos. No filme, em momento algum a palavra cinza é mencionada, nós vemos que ela existe. Percebemos isso quando Dorothy chega à Oz, onde as cores explodem na estrada de tijolos amarelos e na cidade de onde tudo é verde por causa das esmeraldas. 

É impossível não sentir a mesma emoção de Dorothy. Nenhum livro no mundo nos daria essa sensação.

No filme conhecemos Oz, enquanto no livro, nós somos capazes de fazer essa viagem até lá, e conhecer a tão sonhada Cidade das Esmeraldas

Mas teria sido real? O ciclone realmente levou Dorothy e Totó para longe da Tia Em e do Tio Henry?

No fim das contas, subentendemos que Dorothy apenas bateu a cabeça e tudo não passa de um sonho.

Ilustrações do livro O Mágico de Oz.

POR TRÁS DAS CÂMERAS

O Mágico de Oz lançado em 1939 é uma adaptação do livro homônimo publicado em 1900, o primeiro de uma série de 13 livros.

O filme foi o mais caro de sua época, custando algo em torno de 2,7 milhões de dólares, e infelizmente não teve grandes lucros.

Alguns fatos que aconteceram nos bastidores:

Buddy Ebsen foi o primeiro ator que interpretou o homem de lata, mas teve que ser afastado, pois a tinta que era usada na maquiagem do personagem continha alumínio, o que o deixou intoxicado e ele precisou ser internado. Jack Haley, assumiu o papel e ele também teve problemas com a tinta e por pouco ele não ficou cego.

A atriz Margaret Hamilton, que interpretou a Bruxa Má do Oeste, também sofreu um acidente sério nas gravações da cena em que desaparece. Ela se queimou e precisou ser afastada também por alguns dias.

O Leão Covarde, interpretado pelo ator Bert Lahr, também sofreu durante as gravações. O figurino que usava era extremamente quente e pesava 90 quilos, além de ser feito de pele de leão de verdade.

Apesar disso tudo, quem mais sofreu foi a atriz que interpretou Dorothy, Judy Garland. Ela tinha 16 anos nas gravações, e como sua personagem era uma menina em torno dos 11 anos, Judy foi obrigada a usar espartilhos e tomar remédios para emagrecer para parecer mais jovem.

É claro que diante desses fatos ficamos surpresos com o que há por trás das telinhas das adaptações. Mas o esforço deles com certeza valeu a pena, porque a adaptação conseguiu seguir quase que fielmente o livro, não desmerecendo em nada, o brilho dessa história que traz muitas lições em toda estrada de tijolos amarelos.

O Espantalho, O Leão, Dorothy e O Homem de Lata.

O AUTOR

Lyman Frank Baum, mais conhecido como L. Frank Baum, foi um escritor, editor, ator, roteirista, produtor de cinema e teosofista norte-americano. Foi criador de um dos mais populares livros escritos na literatura americana infantil, O Mágico de Oz. 

Em 1901, Frank e o ilustrador Denslow publicaram O Maravilhoso Mágico de Oz. O livro foi Best-Seller por dois anos seguidos. Frank continuou escrevendo mais 13 livros baseados nos lugares e no povo da terra de Oz.

Dois anos após a publicação do Mágico de Oz, eles se uniram com o compositor Paul Tietjens e com o diretor Julian Mitchell para produzir uma versão musical do livro. O musical foi apresentado no teatro da Broadway 293 de 1902 a 1911, juntamente com tour em todo os Estados Unidos.

L. Frank Baum, autor de O Mágico de OZ.

NÃO HÁ LUGAR COMO O NOSSO LAR

A trama conta com 222 páginas, com uma linguagem simples, e é classificada como literatura infantil. Mas a narrativa é em nada frágil para as crianças, muito pelo contrário. A coragem, a sabedoria, mas também a ganância e a maldade andam lado a lado. 

Entendemos a mensagem de que tudo o que precisamos já está dentro de nós, mas os personagens não compreendem que eles não precisam de algo que denote isso, e por esse motivo, seguem até o grande OZ.

Quando Glinda finalmente revela para Dorothy, que para ela voltar para casa, era necessário bater seus calcanhares 3 vezes e dizer “Não existe lugar como o nosso lar”, nos levanta a seguinte questão: por que ela não revelou isso antes?

A resposta é simples e óbvia. Dorothy precisava entender algumas coisas antes de voltar para casa. Entender o valor de uma amizade verdadeira, entender que existem criaturas especiais que estavam ali para lhe ajudar, que existem criaturas que não são boas e que gostam de dificultar as coisas para os outros, que o mal existe mas ele pode ser amenizado, que tudo o que ela sempre precisou já estava dentro dela.

Para completar a nossa viagem pela estrada de tijolos amarelos rumo a Oz, confira o vídeo que preparamos para você:

Se você gostou desse conteúdo, convido você a compartilhar esse post com todos os seus amigos! 

Eu fico por aqui,

mil beijos literários e até a próxima!

1 comentário em “O MÁGICO DE OZ – RESENHA”

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