O único caminho que existe é ser você mesmo.
Sei que algumas pessoas acreditam que isso parece muito simples ou até um discurso pronto. Mas não é tão fácil assim como parece.
Ser você dá um trabalho enorme, principalmente quando se percebe que é preciso descobrir o caminho.
Quando conheci o Yoga, uma filosofia de vida que traz resultados incríveis para a saúde física, emocional e espiritual, não imaginei o que isso faria no decorrer do tempo.
Para quem não é familiarizado com o assunto, darei uma breve introdução: Yoga não é sobre conseguir fazer algumas posições flexíveis no tapetinho, mas sobre assumir uma postura verdadeira consigo mesmo, encarando todos os desafios que estão por vir nessa descoberta.
Tudo começou ali, em cima de um tapetinho. Mas foi muito além.
Não falarei sobre a prática de Yoga e, sim, sobre uma experiência recente que pode ter acontecido com você em algum momento da vida.
Tive crise de ansiedade por um período curto, mas foi o suficiente para que eu buscasse ajuda médica. Nada constava nos exames, e isso me deixava frustrada. Piorava quando, após cada consulta, ouvia a frase: “Você só está ansiosa.”
Mas como uma pessoa tão calma e tranquila poderia “só estar ansiosa”?
E, afinal, qual era o motivo?
Foi assim que a busca pelo caminho do eu começou.
A história é longa, é claro, mas, para entender algumas coisas, foi necessário olhar para o que estava causando esse sofrimento que me levou a tantas consultas médicas.
E a resposta era mais simples do que se poderia imaginar (ou, quem sabe, eu só não queria admitir o que estava acontecendo):
Eu não sabia quem eu era nem por que estava fazendo o que estava fazendo.
Quando me dei conta disso, foi como se uma venda tivesse sido removida dos olhos.
Parece estranho nos acostumarmos com a nova realidade com a qual nos deparamos, mas isso permitiu que, pela primeira vez em muito tempo, fosse possível ver tudo claramente.
Foi muito doloroso, eu confesso. Mas foi libertador.
Venci minha própria resistência interna, admiti estar com crise de ansiedade e busquei formas que me ajudassem a lidar com isso. Foi assim que fui parar em cima de um tapetinho pela primeira vez, respirando fundo e entendendo quem eu era e quem eu sou.
Não estou dizendo que você precisa fazer o mesmo, mas esse foi um dos caminhos que encontrei.
A solução foi muito simples: precisei parar de ignorar o problema (que era eu) e comecei a olhar por outra perspectiva — a de cura (que também era eu).
Depois disso, minha vida mudou completamente.
Desde a saída de um emprego que não estava alinhado com o meu propósito (e que, de certa forma, contribuiu para que a crise se aflorasse), término de relacionamento, rompimento com algumas amizades, mas, finalmente, o reencontro comigo mesma.
Então, se você, assim como eu, estiver nessa jornada para se reencontrar, lembre-se de que essa caminhada pode parecer até individual, mas, de alguma forma, ninguém está sozinho.
Sugiro apenas que você faça as pazes consigo mesmo e recomece a caminhada. Nunca é tarde para dar o primeiro passo.
Somente quando assumimos essa postura é que podemos encontrar o nosso verdadeiro caminho.